18 de Julho — 21:00h

Anfiteatro Colina de Camões | Estreia absoluta e espetáculo único em Portugal

“AMAZING GRACE - 50th ANNIVERSARY"
A Gospel Celebration to ARETHA FRANKLIN

BLACK HERITAGE CHOIR

Jerry Calvin Smith: Maestro
Sheila Ramsey: Solista
Katie Graham: Solista

O grupo coral Black Heritage Choir, formado por 16 elementos sob a direção musical do compositor, arranjador e pianista Jerry Calvin Smith, é o resultado de uma criteriosa seleção feita entre mais de 400 cantores do estado do Mississippi, um dos emblemáticos estados da música gospel dos Estados Unidos. O programa que apresentam em sua tourné europeia de 2022, “50th Anniversary of Amazing Grace - A GOSPEL CELEBRATION TO ARETHA FRANKLIN”, é fundamentalmente uma homenagem à Rainha do Soul, que foi a primeira artista a mudar de campo, do gospel para o pop, sem mudar de estilo, mas é também uma seleção dos temas do disco de gospel que se tornou não só o álbum mais vendido de Aretha como o disco de gospel mais vendido de sempre – e ainda mantém estes recordes.

Jerry Calvin Smith é o Diretor Musical dos Black Heritage Choir, é natural de Jackson, Mississippi, tendo no seu currículo uma nomeação para os Grammy, e o repertório do coral consiste em hinos, espirituais negros, hinos e gospel tradicional e contemporâneo.

Aretha Franklin gravou Amazing Grace cinquenta anos atrás, nos dias 13 e 14 de janeiro de 1972, na pequena Igreja Batista Missionária do Novo Templo localizada em Watts, o coração negro de Los Angeles. Lá ela voltou a ser filha do pregador e gravou o que se tornaria seu disco mais vendido de todos os tempos com a colaboração de James Cleveland e do Southern California Community Choir. Entre o animado público de fãs do bairro e um punhado de descolados da Califórnia estavam algumas estrelas negras americanas e uma lenda internacional do rock da Inglaterra. Clara Ward, uma das maiores influências de Aretha e membro fundadora do Famous Ward Singers; o reverendo CL Franklin, o homem da voz de um milhão de dólares, pai da Rainha do Soul e principal suporte de Martin Luther King; e também um jovem Mick Jagger que sempre reconheceu a dívida que sua música tem com gerações de bluesmen e músicos anônimos. Amazing Grace é inconfundivelmente uma das mais belas gravações do século XX. O seu repertório, com referências ao som moderno de Marvin Gaye e Carole King, e preciosidades da nova tradição criada por Thomas Dorsey e Herbert Brewster, vem direto dos hinos que podiam ser encontrados em qualquer igreja negra de Memphis a Detroit. A menina da igreja que Aretha havia sido, convoca nessas sessões imagens e sentimentos de um passado recente com a voz poderosa de uma grande cantora. O resultado é particularmente comovente tendo em conta que os membros do coro, os músicos e o público, sem dúvida, compreenderam os segredos escondidos nas canções que cada um sabia de cor. Amazing Grace tem um encanto e magia que só um concerto ao vivo, cheio de humanidade e alegria, pode possuir. É um grito nostálgico pelos bons velhos tempos e uma celebração dos homens e mulheres que tornaram possível a cultura do evangelho dentro das igrejas negras nos Estados Unidos.


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